A Comissão de Liberdade Religiosa, representada pelo presidente da Comissão, Laerte Queiroz, e pelos advogados Cristiano Nicolai e Talaguibonan Arruda, na intenção de resguardar a liberdade dos cidadãos em manifestar suas crenças livremente, protocolou um ofício requerendo prioridade na apuração e investigação de mais um caso de perseguição a liberdade religiosa. Desta vez foi na Cidade de Valparaíso de Goiás, onde a sacerdotisa de uma religião de matriz africana no seguimento da Umbanda, Gleidsima da Silva, sofreu insultos e perseguição havendo inclusive dolo às suas ervas litúrgicas, que foram queimadas por vizinhos.

A sacerdotisa relatou ainda que quando foi à delegacia registrar a ocorrência sofreu certo descaso por parte da autoridade policial ao informar que “processos assim poderiam levar mais de três anos e que ‘não daria nada’”. Para evitar a indiferença em casos como este e por entender que a profissão de fé deve ser livre, a Comissão protocolou o ofício.

Laerte Queiroz, presidente da Comissão de Liberdade Religiosa, ressalta que a Comissão sempre lutará pelo respeito e pela tolerância, que são pilares da democracia. “A Comissão continuará se empenhando para resguardar o direito que todo cidadão tem em se manifestar de acordo com as suas crenças e credos. A liberdade é uma das garantias que a Constituição Federal nos reserva, e estaremos sempre atentos à sua defesa”.

A Comissão de Liberdade Religiosa da OAB/DF atua na defesa da liberdade de profissão de fé em qualquer seguimento religioso, sem distinção de raça, credo ou condição social. Leia mais sobre os debates realizados pela Comissão na OAB/DF.