Na noite desta terça-feira (25), a Seccional, por meio da Comissão da Memória e da Verdade, promoveu o ciclo de conversas sobre o Direito à cidade: capoeira, negritude e brasilidade, com a palestra do professor de educação física e capoeirista Tiago Baldez. De acordo com o presidente da comissão, Álisson Lopes, o intuito da roda de conversas foi trazer questões que envolvem a história e o presente.

“O que é a capoeira hoje? É uma capoeira que mantém os traços de pertencimento de negritude ou é uma capoeira que cresceu e perdeu suas características? O que representa a capoeira como resistência hoje nessa polaridade que estamos inseridos?”, questionou. “Discutimos o que representa a firmeza de manter uma negritude, uma raiz, mas a capoeira ter uma questão de, culturalmente, precisar se adaptar à atualidade”, explicou.

Durante a palestra do professor de capoeira Tiago Baldez, foi discutido como é a rotina de dar aula de capoeira em escolas. “É muito legal a gente poder levar um pouco da nossa cultura para as crianças e o melhor de tudo é o retorno que recebemos. A criançada gosta, sente a força, a brasilidade e entende a noção de pertencimento, do que é ser negro, preto e pardo e não ter vergonha de ser chamado assim”. De acordo com ele, ao dar aula de capoeira em escolas, as questões étnico-raciais são repassadas não só para o aluno, mas para todo o ambiente coletivo de comunidade escolar.